Moldávia

 

A Moldávia protegeu aproximadamente 8% de seu território como parte da Rede Esmeralda.

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a GRID-Genebra, o Governo da Moldávia tem como objetivo gerenciar de forma eficaz a conservação da biodiversidade, tanto dentro quanto fora das áreas protegidas. Dados espaciais, incluindo observação da Terra, têm sido utilizados para monitorar e manter a integridade ecológica dos ecossistemas da Moldávia. 

A Rede Esmeralda da Moldávia

 

Em relação ao seu tamanho, a Moldávia possui uma rica biota, com mais de 80 espécies de mamíferos, incluindo javalis, lobos, texugos, gatos-selvagens e veados-comuns. Aproximadamente 15% do território da Moldávia ainda é coberto por vegetação natural. O território abrange três ecorregiões: as florestas mistas da Europa Central, a estepe póntica e a estepe florestal da Europa Oriental. Nessas ecorregiões, a Moldávia registrou 484 espécies raras de plantas e animais protegidas pelo Estado. Para proteger essa diversidade, foram estabelecidos 52 Locais Esmeralda e 30 Habitats Esmeralda, com o objetivo de proteger 152 Espécies Esmeralda. 

A Rede Esmeralda é um sistema de áreas protegidas em toda a Europa que tem como objetivo conservar a flora e a fauna silvestres, bem como seus habitats naturais associados. Foi lançada em 1989 pelo Conselho da Europa como parte de seu trabalho no âmbito da Convenção sobre a Conservação da Vida Selvagem e dos Habitats Naturais da Europa (Convenção de Berna), que entrou em vigor em 1º de junho de 1982.

Proteção de espécies ameaçadas de extinção

 

Esses locais ajudam a preservar habitats e espécies de importância europeia. Entre elas estão a orquídea-sapato-de-dama (Cypripedioideae) e o morcego-barbastelle (Barbastella barbastellus), a grande borboleta de cobre (Lycaena dispar) e o pica-pau-preto (Dryocopus martius). A Moldávia possui mais de 257 espécies de aves residentes e migratórias, sendo que mais de 80 dessas espécies migratórias ocorrem nas áreas de zonas úmidas do país. Assim, a proteção desses habitats é fundamental para o sucesso da Rede Esmeralda.

Mapa narrativo: uso de dados espaciais para orientar a definição de áreas protegidas

 

Os dados espaciais desempenham um papel fundamental no monitoramento e na identificação da conservação in situ, bem como na avaliação das ameaças à biodiversidade e aos ecossistemas. Análises como as densidades populacionais das espécies e as áreas em risco de desmatamento ou conversão de uso do solo podem ajudar a avaliar em que medida a Rede Esmeralda protege tanto os habitats quanto as espécies. Acesse o mapa narrativo abaixo para ler mais estudos de caso sobre espécies ameaçadas de extinção nos locais da Rede Esmeralda da Moldávia.